domingo, 13 de março de 2011

Capitulo 3

Tudo Novo
Quando dei a noticia para todo mundo uns ficaram alegres, meus amigos e minha família foram os únicos que se entristeceram. Para os garotos eu não fazia diferença, para as meninas da escola era um alivio eu não aprontaria mais com elas. No fundo eu estava triste porque ia deixar todos os que eu amava durante um ano. Por outro lado eu estava feliz, novos horizontes, era uma boa oportunidade para eu mudar algumas idéias sobre mim.
Para eu não ficar sozinha chamei a Daniella para ir comigo e depois de muito esforço os pais dela deixaram. Agora ia ser bem melhor, porque pelo menos eu iria ter alguém conhecido por perto. Peguei Hildita e minhas malas e o nosso jatinho partiu bem cedo e a despedida foi demais, fizeram uma big festa dentro do jatinho, minha família e meus amigos contrataram um Buffet espanhol para me servir no jatinho e foram todos comigo. Combinamos de que ninguém no internato poderia saber que eu era filha de um rei, decidimos que eu e a Daniella éramos filhas de dois caras ricaços e que fomos pra lá para mudar a rotina.
Fizemos boa viagem, mas acho que Hildita não gostou muito não. A pista de pouso particular do internato já mostrava o nível do lugar.Querem saber tudo sobre lá? Tudo bem, eu vou contar. Sabe aquelas entradas de castelo inglês? Era uma entrada triunfal, os jardins eram perfects parecia que eu ia me perder naquele lindo lugar. A entrada era típica de um castelo inglês, uma arte gótica muito massa. Fomos conversar com a diretora e tudo estava indo bem. Quando nos mostraram o quarto ficamos maravilhadas, pela primeira vez eu iria dormir num quarto com quatro pessoas e era muito legal. Tinham umas janelas grandes e uma varanda pequena, era perfeito, os banheiros tinha o necessário: vaso sanitário, chuveiro e uma pia. A falta de muito luxo como eu tinha em casa me fazia bem, eu estava gostando da idéia de morar lá. Uma piscina enorme e coberta era um sonho, e tinha sauna também, no camps e claro! As salas de aula era bem confortáveis e as professoras eram freiras o que me lembrava a minha antiga escola conservadora. Se andássemos cerca de um kilometro encontraríamos o dormitório masculino, bagunça total, os garotos... Um mais lindo do que o outro, todas as cores, todos estilos e com certeza muitos sabores.Ashuashua. Eu e a Daniella estávamos bem animadas, só o Michael que não estava muito satisfeito com essa nova revolução da gente. Perder duas amigas de uma vez só era triste pra ele.
“Acho que vocês estão se empolgando demais com esse lugar.” Coitadinho do Michael estava realmente triste. “Não sei porque as duas vão me deixar.” “Você não quis vir com a gente” Falei com uma certa ironia que ele entendeu do que se tratava. A noite foi chegando e tivemos que nos despedir, agora só era eu, Hildita e Dani. Estávamos soltas no paraíso.UAU... Foi triste a partida, eu não queria parar de abraçar os meus pais. Mas era necessário . “Independência ou Morte”.
Após despedida fomos para o restaurante da escola e estavam todas lá. Que terror tanta mulher num lugar só, preferia ter ficado no outro dormitório com os gatos. A diretora subiu no palco e pediu a atenção de todas. “Temos alunas novas garotas, conheçam Mandy e Daniella” fiquei morrendo de vergonha, todas olharam pra nós e saudaram e depois ninguém se importou. Éramos garotas normais agora. Fomos pro quarto e nossas colegas estavam lá nos esperando para nos conhecer.
-Olá , eu sou a Marielly.
- E eu sou Sarah Bichier.
-Acho que vocês já sabem o nosso nome né? Mandy e Daniella.
- Vocês vieram de onde?
- Nós vimos de Carcarás.
- Já ouvi falar muito de lá.
-Dizem que é muito lindo e que eles tem uma princesa pirada. Eu particularmente acho massa o jeito dela.
As meninas me deixaram feliz ao não criticar a “famosa princesa” elas nem imaginavam que eu era a princesa. A marielly era ruiva dos cabelos encaracolados longos e tinha sardas no rosto e olhos verdes. Já a Sarah era negra , cabelos curtos e cacheados, alta e tinha um estilo bem afro-americana, ela era de Los Angeles , filha de um banqueiro milionário. Estávamos nos dando bem, chegou a hora de dormir e a sirene apitou, “não acredito tem regras nesse lugar”. As luzes se apagaram e estávamos num breu agora. De repente as meninas ligaram um abajur de tomada e clareou um pouquinho o quarto, e as elas começaram a rir porque eu e a Dani estávamos assustadas. “Se acostumem é assim durante toda a semana. Só nos finais de semana que tudo é liberado.”Elas falaram e riram novamente. Fomos dormir .
Aquela experiência nova era realmente um espetáculo. Tínhamos que acordar seis horas da manhã para correr o campo. Pelo menos corríamos com os meninos. As aulas eram interessantes e o meu par de pesquisas era um gatinho, mais ele nem falava comigo direito. Ele parecia esnobe.
Certo dia as minhas colegas de quarto me deram a idéia de pintar o cabelo de preto. No começo fiquei receosa mais aceitei, afinal queria mudar o visual. No final de semana nós fomos passear em Londres e fizemos compras, foi o máximo . Compramos tanta roupa que não sabia como vestir aquelas coisas, porque pra mim estava sendo tudo novo, estilo, vida.No sábado a noite fomos para uma festa organizada pelo internato, o nome era “noite de gala” . Como eu não estava acostumada a querer me arrumar pedi para que as meninas me arrumassem. Elas me vestiram feito uma típica dama, Dani se assustou quando me viu. Vesti um vestido curto, preto, rodado e coloquei uma sandália linda que a minha mãe tinha me dado com a esperança de um dia eu usar. Pela primeira vez os meninos daquele lugar me notaram.
Um garoto chamado Mike me chamou para dançar, eu estava sem reação. “Um garoto me chamou pra dançar?milagre”, eu pensei. Estava tudo indo perfeitamente bem, até que uma retardada chegou perto da gente e pediu para eu largar o Mike. Perguntei a ele se queria continuar dançando comigo e ele ficou quieto. Na hora eu entendi o que estava se passando e disse bem alto pra todos ouvirem: “ Ele é todo seu , eu é que ao tenho culpa dele ter me procurado par dançar e não a você, mais já que insiste, ele é todo seu.” Ela ficou revoltada. Diana era a garota mais cotada da escola, ninguém nunca tinha gritado com ela, todos tinham medo dela, mas eu não. Deixei bem claro que covardia não fazia parte do meu comportamento.

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